Mudança de comportamento alimentar do paciente na pandemia

A pandemia do COVID-19 trouxe muitas mudanças na rotina dos pacientes, acarretando em alterações significativas no comportamento alimentar. Pesquisas de mercado mostram as mudanças nesse comportamento, com foco no estilo de vida ligado à imunidade, saúde, exercício físico e convívio familiar.

Qual o papel de uma alimentação adequada e saudável durante a pandemia do coronavírus?

A função dos alimentos vai muito além de simplesmente nos manter saciados. Uma alimentação adequada e saudável garante uma boa nutrição e o funcionamento adequado de todo o corpo. Portanto, ela influencia, e muito, na saúde.

Alimentos in natura, como frutas, legumes, verduras, grãos diversos, oleaginosas, tubérculos, raízes, carnes e ovos, são saudáveis e excelentes fontes de fibras, de vitaminas, minerais e de vários compostos que são essenciais para a manutenção da saúde e a prevenção de muitas doenças. Inclusive aquelas que aumentam o risco de complicações do Coronavírus, como diabetes, hipertensão e obesidade.

“O momento em que vivemos também requer maiores cuidados com a alimentação, já que uma dieta equilibrada ajuda no funcionamento adequado de todo o corpo e aumenta as defesas”, reforçou a coordenadora da Nutrição do IMIP, Josemere Borba.

Por que não ultraprocessados?

Mais uma vez, os ultraprocessados não são uma opção para a saúde. Ao enfrentar uma pandemia, você precisa estar com as defesas do seu organismo em dia e nisso esses alimentos não podem ajudar. Uma dica de ouro é evitar comprá-los e deixá-los fora do alcance das mãos. Se não tiver em casa, você não irá consumi-los.

Uma dieta baseada em ultraprocessados, ou seja, rica em calorias, sal, açúcar, aditivos químicos, corantes, conservantes e gorduras, aumenta o risco de deficiência nutricional, além de estar associada ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade e outras doenças crônicas, que podem agravar o quadro dos pacientes com Coronavírus.

A recomendação, então, é investir na aquisição de alimentos in natura e minimamente processados, que podem e devem ser usados como base das preparações culinárias caseiras.

Planejamento

Planejar as refeições contribui para a manutenção de uma rotina alimentar adequada e saudável, já que ter sempre uma comida de verdade ao alcance ajuda a evitar os ultraprocessados. Também é importante ficar atento em relação ao consumo excessivo de alimentos, ao comportamento sedentário e ao estresse emocional.

O Guia Alimentar para a População Brasileira, editado pelo Ministério da Saúde, traz orientações bastante práticas para cada uma das principais refeições (café da manhã, almoço e jantar), oferecendo dicas variadas que levam em consideração a cultura e características alimentares regionais.

Com informações do Portal Saúde Brasil do Ministério da Saúde*

Fonte: imip.org.br

 

Importante: Caso tenha restrições alimentares e dúvidas converse com seu Nutricionista..

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Saiba a diferença entre doença celíaca, alergia ao trigo e intolerância ao glúten

O glúten foi transformado em vilão por algumas dietas da moda, mesmo com pesquisas provando que sua restrição não é garantia de perda de peso ou de melhoras na saúde. Um estudo publicado no periódico Gastroenterology em setembro de 2019 concluiu que o consumo de alimentos com glúten não está associado ao aumento de problemas gastrointestinais (como dor abdominal, indigestão, prisão de ventre e diarreia) nem provoca fadiga.

Essa proteína, que está presente em alguns cereais, como trigo, cevada e centeio, entretanto, faz mal para quem tem problemas específicos: doença celíaca, alergia ou sensibilidade a ela. Apesar de serem confundidas entre si, essas condições são diferentes.

Doença celíaca
Ela é uma doença autoimune, ou seja, o próprio sistema imunológico do corpo ataca células saudáveis, causando um processo inflamatório. Se o indivíduo que tem a condição ingere o glúten, quando o nutriente chega ao intestino delgado, o corpo libera anticorpos que atacam a parede do órgão.

A inflamação causada por esse ataque leva a diversos problemas. São eles: diminuição da absorção de nutrientes (o que em crianças provoca déficit de crescimento), diarreia, anemia, osteoporose, flatulência excessiva, distensão e dor abdominal, pequenas bolhas na pele e até manifestações neurológicas secundárias, como enxaqueca e epilepsia. Entretanto, a doença pode ser assintomática para algumas pessoas.

É bom lembrar, que o primeiro contato com o glúten por pessoas celíacas não causa sintomas. Eles somente aparecem da segunda ingestão em diante. Para diagnosticar o problema, o especialista faz uma junção do quadro clínico com testes para anticorpos específicos (tem que aparecer positivo para o IgA ou IgG). Se confirmada a doença, o indivíduo deve evitar o consumo do nutriente, uma vez que não há tratamento específico.

Os especialistas alertam que, mesmo sem tratamento, é importante que o portador seja diagnosticado e evite o consumo do glúten. Se ele continuar entrando em contato com o nutriente, pode causar o surgimento de neoplasias malignas (câncer) no intestino ou linfoma.

Alergia ao trigo
A alergia também é um tipo de manifestação imunológica, mas, diferentemente da doença celíaca, ela tem relação com outros tipos de anticorpos e pode ocorrer logo na primeira ingestão do alérgeno desde que o sistema imunológico já tenha sido exposto ao glúten via aleitamento materno ou pele, por exemplo. Isso ocorre, pois para haver alergia deve haver primeiro a sensibilização — que é a produção do anticorpo IgE ao alérgeno para em uma exposição seguinte ocorrer os sintomas. Enquanto na celíaca os anticorpos causadores do ataque ao intestino são o IgA e IgG.

O mais comum é que a alergia avise que está iniciando com sintomas leves, como coceira, quando o alimento ainda está na boca ou minutos depois do consumo. Os especialistas afirmam que muitos têm os sintomas na primeira vez que ingerem e só tem a reação mais grave na segunda ou terceira. Mas isso não é regra. A reação alérgica mais grave é chamada Anafilaxia e nela vários sintomas ocorrem ao mesmo tempo, além dos sintomas mais comuns de pele, também pode ocorrer tosse, chiado, falta de ar, dor abdominal, náusea, vômito, diarreia, desmaio e pode até levar a a morte.

Geralmente, quando o indivíduo é tratado a tempo, ele recebe um plano de ação do médico, que contém todas as diretrizes caso o contato com o alimento volte a acontecer. Além disso, é indicado que o paciente ande com uma nécessaire contendo um antialérgico, um broncodilatador e a caneta de adrenalina. Assim como a doença celíaca, não há tratamento de prevenção, a não ser evitar o contato com o alimento.

No caso de quem tem alergia ao glúten, o trigo é o cereal mais citado, por ser mais comum, mas algumas pessoas que reagem ao trigo também podem reagir ao centeio e à cevada.

Intolerância ao glúten
Os dois primeiros quadros (doença celíaca e alergia) são secundários ao glúten, já na intolerância o problema não é necessariamente o glúten, e sim o trigo. Por esse motivo, não se sabe exatamente se o vilão da história é a proteína presente no trigo (glúten) ou até mesmo o carboidrato encontrado nesse alimento.

Os sintomas são parecidos com a doença celíaca: diarreia, gases, desconforto abdominal, dor de cabeça, sonolência. Mas não há relação com anticorpo algum. É por esse motivo que o diagnóstico da sensibilidade é o mais difícil, feito com tentativa e erro.

O médico indica que o indivíduo se alimente de trigo e analisa a reação. Depois, uma nova análise é feita, dessa vez com o indivíduo não se alimentando do trigo. O processo é repetido por cerca de três vezes, para verificar se o culpado pelo desconforto é realmente o alimento. Por mais que não se saiba exatamente qual o processo envolvido nessa manifestação infeliz do intestino, suspeita-se que a microbiota (bactérias) intestinal tem um papel. Talvez pessoas com intolerância tenham uma alteração no eixo da flora do intestino.

Seja qual for o motivo, os especialistas frisam que intolerância não causa reações graves como a alergia ou a doença celíaca. Mas que se a ingestão do trigo incomoda, não serão eles que vão forçar o indivíduo a comer trigo (ou glúten). A questão é que o glúten faz bem. Além de dar energia, os grãos são fontes de fibras e micronutrientes. É claro que não é indicado comer só pão, por exemplo, fonte mais famosa do glúten. Mas é preciso evitar a “demonização” dos alimentos que contêm esse nutriente.

 

Fonte: uol.com.br/vivabem

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