Saiba a diferença entre doença celíaca, alergia ao trigo e intolerância ao glúten

O glúten foi transformado em vilão por algumas dietas da moda, mesmo com pesquisas provando que sua restrição não é garantia de perda de peso ou de melhoras na saúde. Um estudo publicado no periódico Gastroenterology em setembro de 2019 concluiu que o consumo de alimentos com glúten não está associado ao aumento de problemas gastrointestinais (como dor abdominal, indigestão, prisão de ventre e diarreia) nem provoca fadiga.

Essa proteína, que está presente em alguns cereais, como trigo, cevada e centeio, entretanto, faz mal para quem tem problemas específicos: doença celíaca, alergia ou sensibilidade a ela. Apesar de serem confundidas entre si, essas condições são diferentes.

Doença celíaca
Ela é uma doença autoimune, ou seja, o próprio sistema imunológico do corpo ataca células saudáveis, causando um processo inflamatório. Se o indivíduo que tem a condição ingere o glúten, quando o nutriente chega ao intestino delgado, o corpo libera anticorpos que atacam a parede do órgão.

A inflamação causada por esse ataque leva a diversos problemas. São eles: diminuição da absorção de nutrientes (o que em crianças provoca déficit de crescimento), diarreia, anemia, osteoporose, flatulência excessiva, distensão e dor abdominal, pequenas bolhas na pele e até manifestações neurológicas secundárias, como enxaqueca e epilepsia. Entretanto, a doença pode ser assintomática para algumas pessoas.

É bom lembrar, que o primeiro contato com o glúten por pessoas celíacas não causa sintomas. Eles somente aparecem da segunda ingestão em diante. Para diagnosticar o problema, o especialista faz uma junção do quadro clínico com testes para anticorpos específicos (tem que aparecer positivo para o IgA ou IgG). Se confirmada a doença, o indivíduo deve evitar o consumo do nutriente, uma vez que não há tratamento específico.

Os especialistas alertam que, mesmo sem tratamento, é importante que o portador seja diagnosticado e evite o consumo do glúten. Se ele continuar entrando em contato com o nutriente, pode causar o surgimento de neoplasias malignas (câncer) no intestino ou linfoma.

Alergia ao trigo
A alergia também é um tipo de manifestação imunológica, mas, diferentemente da doença celíaca, ela tem relação com outros tipos de anticorpos e pode ocorrer logo na primeira ingestão do alérgeno desde que o sistema imunológico já tenha sido exposto ao glúten via aleitamento materno ou pele, por exemplo. Isso ocorre, pois para haver alergia deve haver primeiro a sensibilização — que é a produção do anticorpo IgE ao alérgeno para em uma exposição seguinte ocorrer os sintomas. Enquanto na celíaca os anticorpos causadores do ataque ao intestino são o IgA e IgG.

O mais comum é que a alergia avise que está iniciando com sintomas leves, como coceira, quando o alimento ainda está na boca ou minutos depois do consumo. Os especialistas afirmam que muitos têm os sintomas na primeira vez que ingerem e só tem a reação mais grave na segunda ou terceira. Mas isso não é regra. A reação alérgica mais grave é chamada Anafilaxia e nela vários sintomas ocorrem ao mesmo tempo, além dos sintomas mais comuns de pele, também pode ocorrer tosse, chiado, falta de ar, dor abdominal, náusea, vômito, diarreia, desmaio e pode até levar a a morte.

Geralmente, quando o indivíduo é tratado a tempo, ele recebe um plano de ação do médico, que contém todas as diretrizes caso o contato com o alimento volte a acontecer. Além disso, é indicado que o paciente ande com uma nécessaire contendo um antialérgico, um broncodilatador e a caneta de adrenalina. Assim como a doença celíaca, não há tratamento de prevenção, a não ser evitar o contato com o alimento.

No caso de quem tem alergia ao glúten, o trigo é o cereal mais citado, por ser mais comum, mas algumas pessoas que reagem ao trigo também podem reagir ao centeio e à cevada.

Intolerância ao glúten
Os dois primeiros quadros (doença celíaca e alergia) são secundários ao glúten, já na intolerância o problema não é necessariamente o glúten, e sim o trigo. Por esse motivo, não se sabe exatamente se o vilão da história é a proteína presente no trigo (glúten) ou até mesmo o carboidrato encontrado nesse alimento.

Os sintomas são parecidos com a doença celíaca: diarreia, gases, desconforto abdominal, dor de cabeça, sonolência. Mas não há relação com anticorpo algum. É por esse motivo que o diagnóstico da sensibilidade é o mais difícil, feito com tentativa e erro.

O médico indica que o indivíduo se alimente de trigo e analisa a reação. Depois, uma nova análise é feita, dessa vez com o indivíduo não se alimentando do trigo. O processo é repetido por cerca de três vezes, para verificar se o culpado pelo desconforto é realmente o alimento. Por mais que não se saiba exatamente qual o processo envolvido nessa manifestação infeliz do intestino, suspeita-se que a microbiota (bactérias) intestinal tem um papel. Talvez pessoas com intolerância tenham uma alteração no eixo da flora do intestino.

Seja qual for o motivo, os especialistas frisam que intolerância não causa reações graves como a alergia ou a doença celíaca. Mas que se a ingestão do trigo incomoda, não serão eles que vão forçar o indivíduo a comer trigo (ou glúten). A questão é que o glúten faz bem. Além de dar energia, os grãos são fontes de fibras e micronutrientes. É claro que não é indicado comer só pão, por exemplo, fonte mais famosa do glúten. Mas é preciso evitar a “demonização” dos alimentos que contêm esse nutriente.

 

Fonte: uol.com.br/vivabem

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BENEFÍCIOS DO ÔMEGA 3 PARA SAÚDE

Ômega 3 é um óleo extraído de peixes de água fria e tem atuação comprovada no cérebro, no coração, no fígado e no sistema circulatório de gestantes, crianças, adultos e idosos.

Ele está entre os suplementos mais consumidos no Brasil.

Saiba como ele pode te beneficiar.

Aumento da imunidade, melhoria da cognição e da memória, redução de triglicerídeos e colesterol LDL, prevenção de doenças como a artrite reumatoide, melhoria do desempenho esportivo, estes são apenas alguns dos efeitos ligados ao consumo regular de ômega 3.

Conhecendo um pouco mais!

As substâncias que exercem as funções benéficas do óleo são os ácidos eicosapentaenoico (EPA) que apresenta ação anti-inflamatória e docosahexaenoico (DHA) que é um ótimo alimento para o cérebro, (visto que metade do cérebro, auxilia na memória, no aprendizado e no sistema cognitivo.

Veja benefícios já reconhecidos:

GESTAÇÃO

Estudos indicam que filhos de mães suplementadas com ômega 3 apresentam melhor processamento mental, aprendizado, memória, desenvolvimento psicomotor e coordenação mãos-olhos, bem como uma menor incidência de déficit de atenção.
Nas mães, foram observadas uma melhora na saúde gestacional, além de uma melhor adaptação ao estresse durante a gestação e prevenção de depressão pós-parto.

ADULTOS SAUDÁVEIS

Com o consumo regular de ômega 3 reduz-se os níveis de “colesterol ruim” (LDL) e triglicerídeos, e melhora dos níveis do “bom colesterol” (HDL).

IDOSOS

Esta é uma das áreas em que o ômega 3 é mais pesquisado, por inibir o declínio cerebral relacionado à idade, como na doença de Alzheimer e outras doenças crônicas do cérebro. Estudos indicam também otimização da função cerebral de cognição, efeito cardioprotetor e, em associação com vitaminas, antioxidantes e exercícios, prevenção de sarcopenia (perda de massa, força e função muscular em função do envelhecimento).

PESSOAS OBESAS OU COM SOBREPESO

O excesso de tecido adiposo corporal não serve apenas como depósito inativo. Ao contrário, ele é uma fábrica biologicamente ativa, que bombeia para o organismo um fluxo constante de mediadores inflamatórios. A suplementação com ômega 3 atua na redução do processo inflamatório observado em pessoas obesas ou com sobrepeso.

PRATICANTES DE ATIVIDADE FÍSICA

Pesquisas mostram que ômega 3 pode diminuir a dor muscular após treinos de resistência, além de reduzir os níveis de triglicerídeos, dores nas articulações e inflamações. Também atuou na melhoria da saúde do coração e do cérebro.

COMO OBTER OS BENEFÍCIOS

O consumo médio de peixe no Brasil, de 9 Kg/ano, está abaixo do recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) que é de 12 Kg/ano.

Além disso, os peixes que fornecem ômega 3 são os encontrados em águas frias e profundas, que não estão sempre disponíveis por aqui.

Isso faz com que o óleo de peixe seja o terceiro suplemento mais usado pelos brasileiros, perdendo apenas para os vitamínicos-minerais e os repositores de cálcio.

Uma vez decidido pela suplementação, é muito importante ter em mente que nem todos os produtos disponíveis no mercado são iguais.

É preciso se certificar que o óleo não é extraído de peixes sujeitos à contaminação por metais pesados e outros poluentes.

Também faz toda a diferença a apresentação do suplemento. Se em cápsulas, ele pode ser de difícil ingestão para crianças e idosos. Se na forma líquida, é preferível que esteja livre do gosto de peixe.

As informações fornecidas neste site destinam-se ao conhecimento geral. Procure sempre o aconselhamento do seu médico.
Nutrição personalizada
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